Setor de saúde gera quase 35 mil novos empregos no 1º trimestre de 2025, segundo relatório do IESS

A cadeia produtiva da saúde segue em alta no Brasil e se consolida como uma das principais fontes de geração de empregos no país.

De acordo com o 76º Relatório do Emprego na Saúde, divulgado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), o setor criou 34,8 mil novos postos de trabalho formais entre janeiro e março de 2025, o que representa representa um avanço de 0,7% em relação ao trimestre anterior, elevando o total de vínculos ativos para 5,18 milhões até março.

Setor privado puxa crescimento no Brasil

Os hospitais, clínicas, laboratórios e operadoras de planos de saúde do setor privado lideraram a criação de vagas no período, enquanto o setor público registrou estabilidade em diversos estados. Ainda assim, a cadeia da saúde como um todo manteve sua trajetória positiva, impulsionada pelo crescimento da demanda e pelos investimentos em assistência médica, saúde suplementar e digitalização dos serviços.

Participação da saúde no mercado de trabalho brasileiro

A área de saúde já representa 10,8% de todos os empregos formais do Brasil, com 18,4% desse total no setor público. O dado reforça o papel estratégico da saúde como pilar da economia e como resposta à ampliação da cobertura assistencial no país.

Destaques regionais em saúde:

  • Sudeste, Centro-Oeste e interiorização dos serviços
  • Sudeste concentra a maior parte dos empregos formais em saúde (2,59 milhões de vínculos)
  • Nordeste vem em segundo lugar, com 1,02 milhão
  • Centro-Oeste, apesar de ter menor volume absoluto, lidera proporcionalmente, com 12,5% dos empregos formais da região ligados à saúde

O crescimento mais forte do setor privado foi observado no Centro-Oeste, com alta de 1,3% nos vínculos. Já no Norte, houve retração de 4,2% no setor público, gerando um saldo negativo de -1,5% na região. O único estado com retração na saúde foi da região Norte, refletindo sua dependência do serviço público.

Saúde por 100 mil habitantes: avanço nacional

A taxa de trabalhadores da saúde por 100 mil habitantes subiu em todas as regiões, com crescimento médio nacional de 4,3%. O Nordeste teve o melhor desempenho, com alta de 8,3%, evidenciando a interiorização dos serviços de saúde.

Segmentos com maior número de vínculos

O relatório mostra que os prestadores de serviços assistenciais continuam dominando o setor, com destaque para:

  • Norte: 80,3% dos vínculos na saúde
  • Nordeste: 79,3%

Esse perfil mostra que os serviços diretos de atendimento médico e hospitalar continuam sendo a base da estrutura ocupacional da área da saúde no Brasil.

Tecnologia e capacitação: os novos diferenciais da saúde

Com o avanço da transformação digital, o setor de saúde vem exigindo qualificação técnica crescente. A demanda por competências em tecnologia da saúde, telemedicina e processos digitais já é uma realidade. Isso reforça a importância de políticas públicas, educação continuada e investimentos em formação profissional.

Fonte: CNseg | Notícia dos Seguros