Economia verde: dados, tendências e a expansão do papel do seguro no Brasil
A economia verde está no centro das discussões da COP30 e do novo modelo de desenvolvimento do Brasil, que articula crescimento econômico, inclusão social e baixa emissão de carbono.
Nesse cenário, o setor de seguros é reconhecido como motor estratégico da transformação, oferecendo proteção financeira, incentivo à sustentabilidade e apoio à inovação verde.
Empregos verdes: oportunidades para o Brasil
A transição para uma economia de baixo carbono pode gerar 7,1 milhões de empregos verdes até 2030 e 15 milhões até 2050, segundo pesquisa da Agenda Pública e da Fundação Grupo Volkswagen.
Os setores com maior potencial de crescimento incluem:
- Energia renovável e bioenergia
- Economia circular e design sustentável
- Bioplásticos e construção verde
- Bioeconomia e restauração ecológica
- Agricultura regenerativa e manejo florestal sustentável
Além disso, 67% dos brasileiros com renda de até um salário mínimo acreditam que a economia verde ampliará a oferta de empregos, demonstrando otimismo e percepção social positiva da transição ecológica.
Investimentos e avanços práticos
Em 2025, os investimentos privados em projetos ambientais no Brasil somaram R$ 48,2 bilhões, com impacto direto sobre 11 milhões de hectares preservados ou restaurados.
Outros avanços incluem:
- Digitalização da administração pública, que reduziu R$ 3 bilhões em desperdícios e custos no primeiro semestre de 2025
- Economia de energia e papel, com reconhecimento internacional em eficiência sustentável
- Crescimento de 25% nas receitas da Allianz com soluções de baixo carbono, alcançando €5 bilhões em 2024 - concentradas em energia solar, eólica, edifícios sustentáveis e veículos elétricos
O setor de seguros brasileiro também avança com a segunda fase da Taxonomia Sustentável, que define critérios claros para produtos, apólices e investimentos ESG, incentivando práticas ambientais responsáveis e transparência na gestão climática.
O seguro impulsionando a economia verde
Novas regulamentações e incentivos fiscais favorecem o surgimento de seguros “verdes”, com benefícios para quem adota práticas de conservação ambiental ou medidas de adaptação climática.
Esses produtos oferecem:
- Descontos e bônus por sustentabilidade corporativa
- Cobertura contra eventos climáticos extremos
- Proteção de infraestrutura verde e projetos ASG/ESG
O Plano de Transformação Ecológica do Ministério da Fazenda reúne mais de 200 ações integradas, reconhecendo o papel do seguro na:
- Proteção de ativos naturais e produtivos
- Gestão de riscos climáticos e socioambientais
- Fomento ao crédito e investimento sustentável em todo o território nacional
O seguro é o elo entre transição ecológica e estabilidade econômica - um instrumento de confiança e investimento.
Perspectiva global e liderança brasileira
O Brasil reúne vantagens competitivas únicas para liderar a economia verde global até 2050.
Entre elas:
- Riqueza mineral estratégica (para baterias e energia limpa)
- Cadeias consolidadas de energias renováveis e biocombustíveis
- Avanços em agricultura sustentável e tecnologia digital de monitoramento ambiental
Políticas públicas como a Taxonomia Sustentável, o Plano Safra Verde e a Estratégia Nacional de Bioeconomia Amazônica ampliam a atração de investimentos internacionais, fortalecendo o papel do país como referência em finanças sustentáveis e inovação climática.
Desafios e caminhos futuros
Os principais desafios para consolidar a economia verde no Brasil envolvem:
- Governança integrada entre políticas industriais, ambientais e sociais
- Financiamento territorial e de longo prazo
- Educação e qualificação profissional para uma transição justa e inclusiva
Com perdas econômicas globais de R$ 1,9 trilhão em 2024 por eventos climáticos extremos, o seguro surge como ferramenta essencial de resiliência estrutural, reduzindo vulnerabilidades e garantindo a continuidade dos investimentos verdes.
Prevenir é investir: o seguro é a espinha dorsal da economia verde e o principal aliado da sustentabilidade no século XXI.
Fonte: CNseg | Notícias do Seguro