A IA generativa já faz parte da jornada do cliente de seguros - e veio para ficar
Da pesquisa da apólice ao acionamento do sinistro, a Inteligência Artificial Generativa (IA Gen) está mudando, na prática, a forma como as pessoas se relacionam com o seguro.
É o que mostra uma pesquisa internacional da Geneva Association, feita com 6 mil consumidores em seis grandes mercados: China, França, Alemanha, Japão, Reino Unido e Estados Unidos.
O resultado é claro: mais de 80% dos entrevistados são favoráveis ou neutros ao uso da IA pelas seguradoras. Ou seja, resistência existe, mas é minoria.
O cliente já começa pela IA, antes mesmo de falar com a seguradora.
Hoje, muita gente já pesquisa seguros usando ferramentas como ChatGPT e DeepSeek antes de procurar uma empresa. Essas plataformas ajudam o consumidor a:
- comparar coberturas
- entender termos da apólice
- avaliar preços
- esclarecer dúvidas iniciais
Segundo o estudo, 68% das pessoas já usaram IA na hora de contratar um seguro. A adesão é maior na China e no Japão. Já na Europa continental, o uso ainda é mais cauteloso.
Na prática, isso muda tudo: a jornada do cliente começa, muitas vezes, dentro de um chatbot, e não no site da seguradora.
O que os clientes ganham com a IA no seguro?
Os benefícios percebidos são bem diretos:
- atendimento mais rápido
- respostas personalizadas
- suporte 24 horas por dia
- menos burocracia
- mais autonomia para o consumidor
- recomendações de ajustes conforme o perfil muda
A IA está ajudando a simplificar processos que antes pareciam complicados, como pedir cotação, enviar documentos ou acompanhar um sinistro.
Mas nem tudo é automático: clientes ainda querem “toque humano”.
Apesar dos ganhos, o estudo mostra um alerta importante: quase 40% dos clientes têm medo de perder o contato humano no atendimento.
As principais preocupações são:
- falta de empatia em situações sensíveis
- risco de vazamento de dados pessoais
- informações erradas geradas por IA
- decisões “caixa-preta”, sem explicação clara
Em casos graves, como acidentes, problemas de saúde ou perdas materiais, o público ainda prefere falar com gente, e não só com máquinas.
O que as seguradoras precisam fazer agora?
O recado da pesquisa é direto: a IA pode ajudar muito, mas não pode substituir completamente as pessoas. Entre as principais recomendações estão:
- usar modelos híbridos (IA + atendimento humano)
- investir em segurança de dados e governança da informação
- garantir transparência nas decisões automatizadas
- criar regras éticas claras para o uso da tecnologia
- preparar colaboradores para trabalhar em conjunto com a IA
A confiança continua sendo o principal ativo do setor.
Segurança, clareza e acesso humano: as quatro prioridades dos clientes
O estudo aponta quatro exigências básicas que vão determinar o sucesso da IA no seguro:
- Segurança dos dados
- Informações corretas
- Acesso fácil a atendimento humano
- Transparência nas decisões
Sem isso, não há tecnologia que sustente a confiança do consumidor.
A tecnologia avança, mas os valores do seguro continuam
A IA generativa vai crescer, isso é inevitável. Mas o impacto positivo dela depende de como será usada. O setor de seguros entra em uma nova fase, mais digital, mais automatizada, mas que precisa continuar sendo: humana, justa, transparente,confiável.
No fim das contas, a tecnologia muda, mas a confiança não pode mudar.
Fonte: CNseg | Notícias do Seguro