Colômbia: terremoto de 7,4 mobiliza mercado segurador local; 442 mil imóveis segurados estão nas áreas mais afetadas


A indústria de seguros da Colômbia mobilizou suas estruturas de atendimento após o terremoto de magnitude 7,4 registrado na manhã de segunda-feira (10), com epicentro no município de San José del Palmar, no departamento de Chocó. A Federação de Seguradores Colombianos (Fasecolda) informou que as companhias associadas ativaram os protocolos previstos para situações catastróficas, com o objetivo de atender os segurados e apoiar as autoridades na resposta ao desastre.

Segundo o Serviço Geológico Colombiano, o tremor ocorreu às 7h34, teve profundidade de 96 quilômetros e foi sentido em grande parte do território nacional. O evento provocou impactos em mais de 400 municípios, enquanto os primeiros levantamentos apontam que 105 municípios, distribuídos por sete departamentos, estão entre as áreas mais afetadas. 

Trata-se do tremor mais forte registrado na Colômbia. Ontem, menos de uma hora após o terremoto de magnitude 7,4, um tremor de magnitude 4,8 aconteceu em San José del Palmar. Desde então, mais de 20 novos tremores secundários foram registrados, todos abaixo de 3,5.

A Fasecolda manifestou solidariedade às famílias, empresas e comunidades atingidas e destacou que a prioridade, neste momento, é a segurança da população.

“Nestes momentos, a prioridade é a segurança e o bem-estar das pessoas. Do setor segurador, ativamos nossos canais e protocolos de atendimento para acompanhar os segurados, orientá-los e facilitar o registro de possíveis danos”, afirmou Gustavo Morales, presidente-executivo da Fasecolda.

Segundo ele, o mercado segurador colombiano está preparado para acompanhar os segurados durante as etapas de recuperação e reconstrução das áreas atingidas.

Mais de 2,2 milhões de imóveis têm cobertura contra terremotos

Os dados preliminares levantados pela Fasecolda mostram a dimensão potencial da atuação do mercado. Há 2.258.594 riscos imobiliários segurados contra terremotos em todo o território colombiano.

Nas áreas classificadas como de maior impacto — 105 municípios em sete departamentos — estão localizados 442.514 imóveis com cobertura para terremoto.

A distribuição desses riscos é a seguinte:

Os riscos privados incluem imóveis empresariais, industriais e de pequenas e médias empresas. Já os riscos públicos abrangem parcela importante da infraestrutura considerada crítica, como hospitais e escolas.

A entidade ressalta, porém, que os números representam imóveis que possuem seguro contra terremoto e não significam necessariamente que todos tenham sofrido danos.

O levantamento inicial está concentrado nas propriedades seguradas contra terremotos. A Fasecolda informou que os dados relativos às reclamações recebidas em decorrência do evento — incluindo seguros de vida, saúde e riscos trabalhistas — serão divulgados periodicamente, à medida que forem consolidados.

Fasecolda orienta segurados sobre como comunicar os danos

A entidade recomenda que pessoas e empresas atingidas priorizem a própria segurança e sigam as orientações das autoridades e dos organismos de emergência antes de qualquer providência relacionada ao seguro.

Os segurados que tiverem sofrido danos devem entrar em contato diretamente com suas companhias por meio dos canais oficiais — telefone, site, aplicativos ou postos de atendimento — e comunicar o ocorrido, seguindo as instruções para formalizar a reclamação.

Sempre que não houver risco à segurança, a Fasecolda recomenda também registrar os danos com fotografias ou vídeos.

Outra orientação é evitar reparos definitivos ou o descarte de bens danificados antes de receber instruções da seguradora. A exceção ocorre quando a providência for necessária para proteger vidas, impedir novos danos ou atender a uma determinação das autoridades.

Por meio de seu protocolo de atuação setorial, a Fasecolda começou a reunir informações sobre o evento e os sinistros comunicados às seguradoras. O objetivo é acompanhar a evolução dos prejuízos e manter a população informada sobre as medidas adotadas pelo setor para a recuperação dos segurados.

A Federação também convocou cidadãos, empresas e autoridades locais e nacionais a atuar de forma coordenada na assistência às vítimas e na recuperação das regiões atingidas.

Fonte: CNseg | Notícias do Seguro