Diretora de Sustentabilidade detalha agenda da CNseg para a COP31

A Casa do Seguro criada pela CNseg para a COP30, em Belém, inspirou a criação de um espaço semelhante na Turquia para a COP31. A internacionalização da iniciativa é um dos pontos destacados por Claudia Prates, diretora de Sustentabilidade da Confederação, ao apresentar a participação da entidade na conferência, que será realizada de 9 a 20 de novembro, em Antalya.
“O modelo da Casa do Seguro cruzou fronteiras e inspirou a criação de um espaço exclusivo para a COP31, na Turquia”, afirma Claudia.
Na entrevista a seguir - em texto e vídeo -, Claudia explica que a CNseg participará dos eventos da Casa do Seguro turca e de outras atividades da conferência. A programação do espaço, organizado pela Associação de Seguradoras da Turquia (TSB), prevê debates sobre cidades resilientes, financiamento de riscos de desastres, segurança alimentar e seguros.
Quatro frentes para a participação da CNseg
Claudia organiza a agenda em torno de temas que conectam o seguro à proteção de pessoas e atividades econômicas. “A gente vai estar com vários pilares de discussão: de-risking de projetos, a parte de adaptação climática das cidades”, diz. De-risking é o conjunto de medidas usadas para identificar, reduzir ou compartilhar riscos que podem dificultar o financiamento de um projeto.
Nas cidades, a proposta é discutir como o seguro pode contribuir para proteger tanto a população vulnerável quanto infraestruturas consideradas críticas. A executiva menciona a parceria com o ICLEI e o KfW para desenvolver um modelo de seguro voltado às cidades. A cooperação entre CNseg e ICLEI nessa área já havia sido anunciada anteriormente, com apoio inicial do banco alemão de desenvolvimento.
No agronegócio, Claudia destaca a exposição da atividade aos eventos climáticos e a importância de incorporar a proteção securitária à gestão de riscos. No vídeo abaixo - na íntegra -, ela associa essa discussão à possibilidade de reduzir a necessidade de refinanciamento após perdas. A afirmação apresenta a expectativa da entidade sobre o papel do seguro; os resultados dependem das condições contratadas e da situação de cada produtor.
A quarta frente descrita por Claduia é a infraestrutura. Ela cita a ABDIB entre as instituições com as quais a CNseg pretende discutir caminhos para tornar esse setor mais resiliente. Em conjunto, as pautas de cidades, agro e infraestrutura ampliam a conversa sobre como proteger ativos, pessoas e serviços diante de eventos extremos.
Parcerias e agenda financeira
Na frente financeira, Claudia menciona o trabalho com a ANBIMA e a Febraban. A participação da CNseg e da ANBIMA em uma sessão sobre financiamento para a ação climática, marcada para 13 de novembro, faz parte da programação oficial do Pavilhão Brasil.
Para o agronegócio, Claudia ela cita a ABAG e a CNA - a CNseg também prevê participar de sessões da Casa do Seguro turca sobre segurança alimentar e soluções ligadas à natureza, temas que aproximam a discussão sobre clima da proteção da produção rural.
Para finalizar, Claudia Prates relaciona a proteção securitária à resiliência da economia e destaca que a CNseg pretende levar ao debate global a importância do seguro para a adaptação climática das cidades, a proteção do agronegócio e a construção de um PIB mais resiliente diante de eventos extremos. Para ela, essa é a contribuição que a CNseg pretende defender na conferência - não uma garantia de que o seguro, isoladamente, possa evitar perdas ou assegurar o crescimento econômico.
Fonte: CNseg | Notícias do Seguro